NINFAS CONTEMPORÂNEAS

A imagem da ninfa, semideusas envoltas em véus transparentes, cabelos soprados por uma brisa imaginária, atravessa a História da Arte, como destaca Didi-Huberman em “Ninfa Moderna: essai du drapé tombé” . A ninfa percorre os sarcófagos antigos, os quadros do Quattrocento Fiorentino, as esculturas barrocas e as fotografias contemporâneas. Ela passa, fluida e misteriosa, em sincronia sutil com os movimentos …

CLEPTO

A história da arte ocidental sempre considerou a cópia, na melhor das hipóteses, um trabalho inferior e, na pior, uma contravenção, uma afronta ao criador do original. A arte contemporânea pensa diferente. A apropriação de imagens existentes e a construção de novas configurações fazem parte do nosso pensar artístico atual. Nessa série, frequentei, obsessivamente, livros de arte, fotografei detalhes, procurei …

FUGA EM DOR MAIOR

Em música, “fuga” é uma composição cujo tema principal é repetido por outras vozes de forma um pouco diferente, como se uma voz perseguisse ou fugisse da outra. “Fuga” tem suas raízes na improvisação, na liberdade do compositor. E pode terminar com “recapitulação”, quando as vozes retornam ao ponto inicial. Fuga em dor maior Fazer e refazer sulcos em uma …

CIDADES EM ANDAMENTO

Já foi dito que, no Brasil, as cidades são demolidas e reconstruídas periodicamente – cidades em constante andamento, em inúmeras metamorfoses estranhas. O ponto de partida dessa série foram fotos de caçambas de material de demolição encontradas nas ruas de São Paulo. Em 2018, retomei o tema, desta vez focando a cidade de Campinas. Caçambas cheias de restos, de estilhaços, …

À FLOR DA ÁGUA

O pincel, prenhe de uma grande provisão de líquido (como uma mulher grávida),impregna o papel com as cores da ecoline, celebra a natureza, a alegria, a beleza. O cloro, ao contrário, desmancha essas cores, transborda e devora a tinta, atravessa à vontade a imagem, muda de direção de forma inesperada. Como a morte. Os dois líquidos criam seus próprios contornos, …

SILÊNCIO

Os Silêncios das Paisagens Uma obra de arte fica em silêncio. E é, exatamente, esse silêncio que nos interessa e que convida o espectador a atribuir um sentido ao que está vendo. Portanto, deixe que uma imagem se mostre a partir de suas regras internas, de sua forma particular, de suas cores e texturas. Investigue os detalhe com olhar atento …

PAISAGEM EM PRETO E BRANCO

Os Silêncios das Paisagens Uma obra de arte fica em silêncio. E é, exatamente, esse silêncio que nos interessa e que convida o espectador a atribuir um sentido ao que está vendo. Portanto, deixe que uma imagem se mostre a partir de suas regras internas, de sua forma particular, de suas cores e texturas. Investigue os detalhe com olhar atento …

BRUMA

Os Silêncios das Paisagens Uma obra de arte fica em silêncio. E é, exatamente, esse silêncio que nos interessa e que convida o espectador a atribuir um sentido ao que está vendo. Portanto, deixe que uma imagem se mostre a partir de suas regras internas, de sua forma particular, de suas cores e texturas. Investigue os detalhe com olhar atento …

O UNIVERSO (QUE OUTROS CHAMAM DE BIBLIOTECA)

Este projeto está incompleto, assim como todo livro (e cada biblioteca) deve permanecer incompleto. Cada folha de cada livro desencadeia livres e inúmeras interpretações, transformam-se em outras, negam-se e se confundem. Aceitam acréscimos que não a satisfazem e que exigem outros desdobramentos. O título do projeto remete à primeira linha de “A biblioteca de Babel”, Borges, J.L. (1989) Ficções, tradução …